_ Como fazer, se não há ouvidos?
_ Se vire. Transforme em um desafio. Se não há ouvidos, gritar não vai adiantar nada.
_ É, eu já percebi, mas não grito gritado. Grito porque a ansiedade me obriga. Ainda assim , sei que tenho que parar. Mas o desafio foi jogado às moscas. Pensa que eu quero ser perfeito... enquanto só quero fazer-lhe bem...
_ Outro desafio. Faça bem, sem passar a impressão de busca pela perfeição. Faça.
_ Será que alguém é capaz disso?
_ Se existe alguém, isso quer dizer que você também pode.
_ Como assim?
_ Você faz a opção entre ser um medíocre que sempre se conforma com o fato de ter feito o melhor, mesmo não sendo o suficiente, ou você simplesmente faz o absolutamente melhor. Se alguém faz, o parâmetro é um passo à frente do que já foi feito.
_ Mas eu não sei!!
_ Primeiro: não grite.
_ Desculpe.
_ Segundo: Pense. Não sou eu quem tem que lhe dizer. Você é capaz de pensar?
_ Claro!!
_ ...
_ Desculpe!!
_ ...
_ Desculpe... Mas como assim, não é você quem tem que me dizer?
_ Se eu lhe dissesse, não seria você a fazer a opção. É uma escolha, não uma busca. Quer ser o alvo ou a seta?
_ Ainda não decidi...
_ Decida.
_ Não é fácil assim...
_ Medíocre...
_ Vai se fuder!
_ Aceite ou decida. Tudo é simples: não há muitas escolhas. E isso não é ruim: mas passa a impressão de que não temos livre arbítrio... Temos. Não o que dizem existir, mas temos. Quem é o protagonista da sua vida?
_ Não sei.
_ Não sabe?
_ Já tive certeza de que era eu. Hoje, não sei...
_ Eu sei o que eu preciso fazer.
_ Como assim?
_ Chega da sua indecisão. O momento chegou. Seu tempo acabou. Agora é a minha vez.
Publicado em 27 de agosto de 2004 às 09:24 por alan
Não tenho escolhas dentro destas mais de mil escolhas. Como decidir se sou indecido e o meu tempo e escasso?
Sei quem sou, mas amanha já não saberei quem eu era e vou continuar nesta minha indecisão pois o momento chegou, meu tempo acabou.
É com você,lavo minhas mão.